O caminho mais longo pode ser o caminho mais curto! Continue a Seguir Viagem.







quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Calma


Já faz um tempo que não dou notícias em que pé está essa minha viagem
maluca por estradas diversificadas de significados. Minha dedicação
para escrita está toda voltada pra Monografia, e se parar pra pensar
ela é minha nova estrada. Porém, lindos textos tem surgido no interior
da minha alma, poemas, canções, motivações e sorrisos.
Tenho a idéia de todos anotada em algum pedaço de papel
jogado em alguma bolsa.

Do último texto até esse eu já não sou mais a mesma, estou no mesmo rio,
mas a água que corre pelos meus pés não é a mesma. Já estou mestiçada
em novos tons, novas artes e novos amores. Ainda ando agoniada pelos
ônibus de Macaé e chateada com essa agitação toda.
Então estive pensando na CALMA! C-ALMA.
Naquelas minhas conversas comigo mesma eu tenho
me dito com frequência "calma, tudo está em calma". E fico dizendo que
não preciso está acelerada no mesmo ritmo que o restante do mundo.
Não preciso condicionar o meu relógio a pressa, a correria, a Não visão
de belas paisagens que me cercam. Posso ser apenas um pulsar leve
no silêncio de mim mesma.

Acredito que estou sentindo tudo isso por conta da loucura que foi os
últimos 5 meses deste ano, achei realmente que não suportaria mais
uma porrada de depressão e cansaço. Depois das férias e de receber
o colo de pessoas amadas, o amor se renova, a gente fica mais forte,
lembramos que foi Deus que nos trouxe no colo até então! Sentimos
novamente a luz que somos e percebemos o quanto nossa Alma é
antiga, é grande, é cheia de nuvens lindas, é uma força arrebatadora!

"Sou um grão de sal no mar do céu" então pra que a pressa?

Impossível então não lembrar dessa canção ...




Em fim .. acalma a tua alma!




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mês de Aniversário!

Nossa como o tempo passa rápido mesmo!
Geralmente a gente não acredita nisso, fingimos
nem ouvir quando algum senhor já idoso fala assim:
"filha aproveita a vida, vai passar rápido".
Mas, a sensações se misturam sabe?! Sei quanto tempo
levei para chegar até aqui, e quantos obstáculos encontrei.
As estradas por qual passei, os buracos que me fizeram
trocar os pneus do carro, trocar os conceitos, trocar as
idéias. Verificar o motor da minha alma inumeras vezes!

Ufaaaaa .. é nisso tudo que neste mês o blog Seguir Viagem
completa 3 anos rodando os caminhos do meu imaginário!
Hora criativo, hora depressivo, hora contagiante ...
Tanta coisa aconteceu neh?! Terminei mais um namoro,
cortei o cabelo, fiz uma tatoo, bebi talvez além da conta,
curti o carnaval com amigos e vivi um pouco mais da
Graça de Deus na minha vida.

Acredito que eu tenha passado em frente ao ponto de
partida desse blog várias vezes nesses 3 anos, mas
insisti um pouco mais e fui em busca de conhecer novos
lugares e pessoas.

Vamos mudar novamente a rota e novas surpresas estão
por vir .. O blog terá uma cara nova e novo endereço!

ops ..
segredo!
Não conto mais nada ..

então, renova o estoque na mochila e me siga!

terça-feira, 14 de junho de 2011

O Tio do Coco!

Estou naquele mesmo ponto de ônibus,
praticamente no mesmo horário todos os
dias. Quando chego peço aos céus que
não tenha ninguém sentado na parte
do meio do banco de madeira onde tem
um pilastra que me apoio.

Coloco as pernas pra cima, a mochila no
colo, bagunço o cabelo e logo vem ele.
Um senhor simpático que acompanha
essa minha rotina por 3 anos. É o Sr. França,
dono de um carrinho de água de coco que
tem toda paciência de me ouvir.

Enquanto o ônibus não chega a gente troca
confissões, conta sobre a vida, ri das coisas
engraçadas que se vê nessa rotina de vãs,
ônibus e lotadas. Também já choramos
quando ele contou da luta de se criar os
filhos, de amar uma única mulher, das
dificuldades do trabalho e uma outra
vendedora que tenta atrapalhar o
trabalho honesto dele.

O tio do coco, o Sr. França fez da
minha espera no ponto de ônibus
um descanso, um alívio para tudo
o que eu ficava pensando. O termino
de um namoro, a saudade dos amigos,
os problemas na família, a falta de
grana, em fim.

Quando ele não estava eu sabia que
o ônibus iria demorar mais e eu não
tomaria aquela água de coco geladinha,
pra refrescar. Agora a vendedora que
queria tira-lo do ponto, conseguiu, e
hoje ele já não está lá. Fiquei triste.
Esses personagens da nossa rotina,
viram conhecidos e depois suas presenças
fazem falta.

Não importa em que ponto da cidade ele
vá, continuarei comprando sua água de
coco e batendo uma boa prosa, falando
da roça, da vida, da política. Por que
quando se faz amigos, não importa onde
eles estejam, você vai onde eles estão.
Tenho certeza que onde ele estiver
Deus o abençoará, por que além de
ser um senhor honesto é também servo
do meu pai e Senhor, Jesus Cristo.

sábado, 28 de maio de 2011

Não sei.

Hoje a noite está muito fria, quase não há estrelas
no céu. Escureceu mais rápido e o café na caneca tá
esfriando antes do meu ultimo gole. Me sinto satisfeita
pelo dia, pelos estudos, pelas horas vagas. Mas, a rota
me parece um tanto que modificada. Acho que vou
demorar até tê-lo em casa novamente. Porque já não
estarei por lá quando ele voltar. É, até pode parecer
confuso, mas é simples. Sei que é, eu que estou me
confundindo com alguns atalhos.

"não me espere, porque eu não volto logo ... você
não vai entender, que eu não sei voar, eu não sei
mais nada".

Acho que fico por aqui esta noite, um hotelzinho de beira de estrada ...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Letter to Me



"Não sei como é sentir amor como o de Julieta, uma amor pelo qual abandonar os entes queridos, um amor pelo qual cruzar oceanos. Mas, gosto de pensar que, se um dia o sentisse, eu teria a coragem de aproveitá-lo. E, se você não o fez, espero que um dia o faça."


Não escrevi, mas poderia ter escrito. Me encaixo em cada linha do que citei acima. Posso afirmar com toda certeza dos meus 22 anos e vindo de dois relacionamentos, um de 4 anos e outro de 2 e pouco. Não gosto de pensar que não deram certo, deram sim, no tempo que duraram eles deram muito certo, foi ótimo e apaixonante. Também não acredito que por terem acabado significa que não amei. Amei sim, de uma outra forma, da forma que entendia o amor na época.

Quando se ama, não exige mudanças, se ama o exato jeito que o outro é, porém eu mudei. Me permiti passar por transformações que aqueles que estavam do meu lado não viveram no mesmo tempo, e pensando bem cada um tem seu tempo pra mudar e entender certas coisas, não se pode exigir mais do que alguém pode lhe dar. Minhas verdades são novas, minhas aventuras mais excitantes, meus sonhos são só meus, fiquei egoísta e resolvi correr ao abraço de mim mesma e da descoberta de tudo o que eu poderia ser.

Não amei como Julieta, não amei como Clarie do filme "letters to Juliet", não sei se terei um amor como o delas, e também não sei se conseguirei ter. Não vivo na busca por este estilo de amor, não acho que seja algo que se tenha condições de procurar. Quando se procura por algo você tem certas referencias, tamanho, cor, onde o viu pela última vez etc. Se tem algumas pistas pra isso. Não acredito que eu tenha pistas o suficiente para procurar o tal "amor verdadeiro", acho que todos os amores são verdadeiros por serem amor.

Nunca é tarde demais, amores que se guardam e esperam, se for preciso uma vida, para estarem juntos podem acontecer. Se existe o segredo pra tudo isso eu acredito que ele esteja na verdade, no ato de ser leal. A minha verdade pode ser a mesma verdade para alguém em algum lugar neste mundo agora mesmo. Minha forma de compartilhar e entender amor pode ter a força de entrar em acordo com alguma história que ainda não aconteceu na minha vida. Não espero perfeição, no estilo de amor perfeito que a sociedade prega. Tenho minhas próprias concepções sobre como gostaria de levar um relacionamento, durante toda a vida, com alguém e acho que nem todas elas se enquadram no "normalzinho" visto por aí!

Espero ter a coragem de aproveitar cada história, cada modo de amar que ainda vai aparecer pra mim, espero ser feliz por conta disso. Gosto de todas as mudanças que sofri, gosto mais de mim hoje do que quando tinha 15 anos e era apaixonada pelo meu primeiro namorado. Se pudesse voltar no tempo teria medo de mudar algumas coisas e acabar alterando a personalidade que tenho agora. Por um bom tempo duas palavras me assombraram .. "e" "se" . E se? E se eu tivesse feito aquilo, E se eu não tivesse falado daquela forma, E se eu ... Não sei como minha história vai acabar, mas se terminasse hoje eu diria que amei da melhor maneira que consegui. E me sinto satisfeita por ter chegado até aqui.

Mas, como acredito que não vai terminar hoje ... ainda quero amar muito mais, e quem sabe como Julieta, Clarie, Minha vó, e todas as personagens que eu acredito que amaram!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Tô falando de AMIGOS!

Amigos, pessoas queridas que nos acompanham durante
etapas e por vezes uma vida inteira. Nessa minha viagem
pela vida e por lugares sinto falta de alguns amigos constante-
mente, me sinto incompleta sem eles. Pensando na modernidade
e em toda essa correria da cidade grande resolvi procurar em
que pé anda o amor amigo.


Fico me perguntando onde está o público para o verdadeiro afeto? Será que as pessoas se desencantaram para o real sentido e um amor amigo? Ou será, que alguém hoje em pleno século XXI sabe o que é AFETO? Acredito que poucas pessoas hoje vêem a amizade como um amor de valor, ou até mesmo como sendo algum tipo de amor. Por vezes peso que o relacionamento mais importante já não é uma velha amizade, porque poucos têm experiência dela. A amizade lida menos com os instintos, é menos biológico e pode parecer até menos necessário. Não está muito ligada aos nervos, não acelera nosso coração como faz a paixão e já que falamos em paixão .. a amizade não é visceral.

Indo em busca do por que disso tudo, me reporto ao texto de C.S.Lewis no livro “quatro amores” onde ele faz uma belíssima abordagem do assunto no capitulo chamado: Amizade. Lewis nos ajuda a entender por que na antiguidade e na Idade Média a amizade era exaltada. Naqueles tempos a emoção e o corpo, era visto como ameaças e por conta disso o amor mais valorizado era a amizade, que era então contrário a mera natureza carnal. Vieram então o romantismo trazendo a tona a exaltação do sentimento, emoção, instinto e como diz Lewis “sob esse novo pretexto, tudo o que antes recomendava esse amor passou a condená-lo”.

A amizade começou então a se parecer com algo sem cor, em contraste com o vermelho da paixão. Um amor um tanto que vegetariano. Precisamos então realmente perceber que um caso de amor é o que menos se parece com uma amizade. “os amantes vivem conversando entre si sobre o seu amor, os amigos quase nunca falam sobre sua amizade”. E em geral os amigos estão lado a lado enquanto os amantes estão frente a frente. Amizades não se excluem em apenas dois, queremos os outros do “grupinho” também. Sabe, tem coisas em mim que apenas alguns poucos amigos conseguem trazer à tona, preciso deles pra isso. A amizade é o menos ciumento dos amores e “nesse amor, dividir não é diminuir”.

O companheirismo nasce de coisas em comuns, alguma idéia, interesse e gosto que até então aquele alguém imaginava ser o seu tesouro. Imediatamente ocorre uma união de imensa solidão. Porém, os amigos buscam por mais interlocutores. A grande pergunta entre a amizade é que “você vê a mesma verdade que eu?” Sendo assim a amizade é realmente mais individual que um simples companheirismo.

Como diz Lewis, “a própria condição para ter amigos é querer alguma coisa além de amigos”. Quem não tem nada não pode partilhar nada, quem não está indo para lugar nenhum não pode ter companheiros de viagem. Quando as duas pessoas que descobrem, assim, estar na mesma estrada secreta são de sexos diferentes, a amizade que nasce entre elas pode facilmente se transformar em amor erótico. Mas, isso não significa obscurecer a distinção entre os dois amores.

Finalizando, o amor existente na amizade é tão forte quando o amor erótico. Aquela frase feita “não precisa agradecer” expressa de uma forma muito simples o que sentimos por um amigo. A amizade não é inquisitiva, cada um é simplesmente o que é, não se dá a mínima para classe social, para renda, raça ou passado. Descobrir sobre a vida do outro é apenas acidental.

“Eros pede corpos nus, a amizade, personalidades nuas.”



Dedico este texto para os meu poucos amigos
de ROTINA, que tem me dado a melhor sensação
de amizade e de um amor tão apaixonante quanto qualquer outro:
Léo Diniz, Gerson Dudus, Isabela Sarkis (amiga-irmã)
Sandra Wyatt, Lusiane Castro e Marcos Martins.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Meu doce afeto

Meus doces afetos

Me afetam e infectam o ar

Me produzem arte de amar

me encolho, colhendo, a

flor que vai brotar e eu

espero o sol brilhar e

assim me alegrar nos

meus doces afetos de

cuidar. Cuidar para

amar, cuidar para curar,

cuidar só de mim.

Meus doces afetos

Não são viscerais, não

é pulsão em paixão, que

arde, acelerando o

Coração.

Meus doces afetos me

Acalentam, é um mimo

de mim. Pedacinho

só de coisas nuas,

refletidas, naquele

raio de som, daquela

pequena flor que eu

espero brotar!