O caminho mais longo pode ser o caminho mais curto! Continue a Seguir Viagem.







segunda-feira, 16 de maio de 2011

Not like the movies

Espero que daqui a alguns anos eu ria muito deste texto e
que ele me traga a gostosa sensação de crescimento.
Talvez as sentenças mudem, talvez elas se confirmem.
Apenas acredito que no final de tudo eu simplesmente
tenha sentido cada linha do que escrevo, isso me basta.
Tudo é apenas uma vista de uma parte do ponto, não se
esgota este assunto!

Como me diz um velho amigo, "tá atrazado já", sim ele está.
Estou com estas idéias me incomodando a um tempo e elas
chegaram por vários motivos que não cabe aqui, resumindo:
um sentimento, dúvidas, uma música, alguns links e BOoMM .. fluiu!

É só a difícil tarefa de dizer que o amor não acontece como nos filmes.
Tá você pode até dizer: pow mari, isso eu já sei! E eu até sei que
você sabe, mas é diferente de esperar que NÃO seja como nos filmes.


Você poderá não ter um John, que lhe escreva e espere no meio de uma
guerra. Que volte mesmo sabendo que por algum motivo
você desistiu dele. Um homem que não tenha medo de assumir
um grande amor e que pense: "impossível tudo aquilo ter sumido".
Não, eles são orgulhosos.


Nem todo amor fica na alegria e na doença.
Pode ser que você não encontre aquele que ficará
ao seu lado lhe contanto a história
de amor vivida por vocês na esperança que você jamais esqueça.
Na certeza que é tão forte pra ele quanto é pra você e por conta disso ele
sabe que vale a pena. Não é todo homem que constrói a casa dos seus
sonhos e espera que a mulher amada o perceba novamente e volte.



Você poderá ter vários amores na vida.
E pode ser que em alguns você não deixe grandes valores
marcados na vida do ser amado. E quem dize que é
preciso mudar por completo a vida do outro? Pode ser que a vida continue
e vocês tenham que se esbarrar muitas vezes ao longo dela e percebam
que tudo aquilo não era tão puro como em "um amor pra recordar" mas,
não deixou de ser belo.


Quero dizer que você pode não sentir a sensação de conto de fadas,
e não é estupidez pensar que sentiria isso. Mas, já não existem
príncipes e também não estou a procura de um. São perfeitos demais.
Tudo pode sair errado e você jurar de pé junto que é amor, por que
é amor e pronto. Ora bolas, pode não ser. As pessoas não se completam,
elas somam forças, somam sonhos, somam coisas e por vezes a
soma para e tudo é subtraido.

Sei que não escrevi nada do que penso sobre o amor romântico,
mas eu sei que não definitivamente não é como nos filmes. O que
se mostra como sendo único e verdadeiro amor é tão diferente do
que acontece na vida real. Porém, mesmo na vida real o mundo para
de girar quando você encontra alguém capaz de terminar suas frases.

Não é como nos filmes, mas é tão dramático quanto. Não será
um único amor e tudo depende da sua forma de encarar o amor.


continuará ...

domingo, 1 de maio de 2011

Nova Rota

Reorganizar algumas coisas, arrumar a mala
verificar o motor do carro. Selecionar a nova
trilha sonora, pegar o mapa, estudar a rota.

Levo novos conceitos e sei que será uma viagem
mais cansativa que as feitas até agora. Os objetivos
estão mais claros, existe um prazo. Ninguém me cobrou
por eles a não ser eu mesma. Minha concentração não
vai me trair desta vez.

chega de conversa
pegando a estrada agora, já aconteceu
a despedida então ...
Uma rota nova.


bjos .. sigam-me!

terça-feira, 29 de março de 2011

Little House




Existem lugares reais por onde se passa enquanto o carro corre pela estrada. Porém também existem lugares quardados dentro de cada um de nós. Marcamos um encontro e entregamos nossas almas no nosso lugar protegido. O Jardim Segredo virou filme, era um lugar real e onde todo o imaginário poderia acontecer. O quarda-roupa de C.S.Lewis era uma porta pra um mundo único e tão real quanto o abstrato pode ser. São lugares. Criamos ambientes dentro de nós e esperamos suga-lo pra fora, buscamos por paissagens que representem aquilo que sentimos.


Criei meu ninho, numa casinha pequena, em um pedacinho da noite onde espero por ele. Me aconchego em um cobertor velho, sinto o gosto do bom vinho e deixo a brisa gelada me lembrar que estou aquecida. Iluminamos a noite com conversas, não sabemos porque, mas este lugar fica assombrado sem a companhia esperada. E assim vivemos outro momento feliz no ninho. Não sabemos onde está o mundo real quando entramos no ninho, no fino carinho, um doce mimo ... Transitanto entre dois mundos, seguimos viagem.

Existem lugares que ninguem pode destruir, nem tempestade, nem fogo, muito menos terremotos. Apenas nós mesmos. Podemos parar de visitá-lo, podemos não voltar e assim ele ficará esquecido, uma velha casinha pequena abandonada perdida em alguma parte do que já fomos nós. Existem lugares sombrios, porém há lugares de conforto. Estou agora mesmo no alto de uma montanha coberta de neve, em uma little house (pequena casa) frente a uma lareira, tinto suave na taça e a maravilhosa presença de um amigo. Morrendo de rir por conseguirmos atravessar a fronteira da rotina, do normal e simplismente sentir felicidade. Abro os olhos e vejo que ainda estou no meu quarto, com um texto inacabado na tela do not e um ventilador fazendo um leve barulho ao fundo ... dou um meio sorriso e digo baixinho: estou no ninho!

terça-feira, 1 de março de 2011

2.2

Dizem ser a idade da loucura ...
Mas por favor, tudo o que quero
pra mais este ano de vida é
calmaria.

As loucuras me perseguiram demais,
crises existenciais, crises financeiras e
aquela vontade desesperadora de tirar
umas férias da sua própria mente!

Em fim, dia 25 foi meu niver e lógico
eu fui pra terrinha quente e neste
diário de viagem, ou melhor, hoje
diário do niver, rolou o seguinte ...

Pessoas que passei a semana imaginando
que iria encontrar, não encontrei.
Pessoas que eu não esperava nada além
de um simples OI, me surpreenderam.
Coisas simples, bolo de chocolate, e parabéns
só com a família.

Existem viagens que por mais curtas e simples
que sejam lhe trazem de volta, coloca o seu pé
no chão e faz você lembrar que precisa apenas
ser você mesmo. Foi assim nesse meu vigéssimo
segundo aniversário.

gostei!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sendo assim ...



Tarefa difícil essa, encontrar a definição pra si mesmo! Sinto a necessidade nesta altura de pelo menos tentar. Encontrar as palavras é a parte mais cansativa, os termos corretos para tantas sensações e sentimentos. Sentimento; posso começar por esta palavra então. Sou pura emoção, me sinto e sinto todos os outros a minha volta. Como uma esponja eu absorvo de tudo um pouco, me misturo, me perco e me encontro com meus interlocutores. Estou a todo tempo amando, seja o universo, seja o mar, seja um amigo, seja um amante. Sensibilidade é uma palavra chave e no meu universo, tem uma amplitude considerável. Tenho vários atributos contraditórios e por conta disso algumas situações me deixam tímida.

Desisto muito fácil de fazer as pessoas entenderem meus pensamentos, minhas idéias e logo dou um jeitinho de fugir pra um mundo de fantasia. Ultimamente tenho ido muito pra Nárnia, pego carona em moinhos de ventos, percorro estradas em uma Kombi velha. Minha fuga do mundo, o devaneio e sem saber muito bem como ando e pra onde eu vou, sempre sigo mantendo a fé, a intuição e a sensibilidade artística. “Navegar é preciso” e eu não me ligo muito nos detalhes, porém sou capaz das maiores loucuras e das maiores provas de compaixão humana. Não acho que preciso fazer alarde, não tenho que convencer ninguém de nada, mas sei que minha alma é forte e consigo passar paz ao próximo.

Por vezes prefiro me comunicar através de um olhar vago que trazem em seguida algum gesto delicado ou estabanado. Sabe aquela coisa de “sexto sentido de mulher”, pois então, o meu não costuma falhar e já me assustei várias vezes por conta dele. Meu detector de mentiras é de altíssimo potencial. Mas sou uma boba no quesito me proteger, sei que o carinha é um patife, mas incrivelmente eu quero me aproximar das loucuras do mesmo, o vejo tão desprotegido quanto eu.




Transcender, uma palavra de ordem. Encanto-me pelos significados, por aquilo que está além dos olhares, me dedico ao entendimento geral de tudo, porque tudo tem um fim. Sei que estou na fronteira de dois mundos e o início e o termino de ciclos da vida me atraem. Luto pela justiça divina e acredito em um reino de Deus presente nesta Terra. Meus olhos são os olhos da alma onde vejo um mundo que quase ninguém vê.

Estou onde quase ninguém quer estar, buscando desvendar o que está além do universo conhecido, lutando por uma causa impossível, no ramo da fantasia, das utopias, eu me refaço e me encontro.

Amor, ah o amor. Me fiz de durona por muitos anos, mas sou o ser mais romântico que já conheci. Desejo sempre que meu espírito encontre outro espírito tão livre quanto o meu, quero apenas o encontro de almas, me sentir totalmente conectada. Por conta disso, nada me serve muito e também não exijo demais, contraditório não? rsrs Tem que simplesmente ser. Não tenho tanto poder de sedução assim, ou pelo menos penso que não. Meu charme tem um mistério único que eu acabo exibindo sem querer. Nunca soube fazer o “joguinho” da conquista. Ultimamente tenho atraído pessoas que tiram ao invés de dar, que tem me drenado emocionalmente, me esgotam. Meus relacionamentos são pouco comuns e por ser um pouco instável como o oceano, curiosa e exploradora tenho medo de não de adaptar tão bem o casamento. Sou uma amante fiel ao que sinto. Se estou namorando, casada ou em uma amizade colorida pouco importa as nomeações diante do que sinto e do que o ser amado sente e diante de onde quero chegar. Acho importante ser franca, clara e dizer sob minhas expectativas.

Diante de tudo isso posso dizer que minha força está na minha fragilidade e pra mim nada mais natural do que amar e manter o bom humor rindo das minhas fraquezas. Vivo entre dois mundo tendo sempre a arte para me transportar. Experimentar, analisar, catalogar, cultura, fé, místico e sagrado estão presente na minha mente. Minha cura está sempre na sala de aula, no ambiente acadêmico, na busca do saber.

Sendo assim ... sou totalmente pisciana


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Reencontros

Sim, eles acontecem.
Encontros de quando
não se espera encontrar
Estranho espanto de se
entreolhar.

A bebia, nosso disfarce
O sorriso, nossa confirmação
Por que a distância de quem
está perto?

Os corpos se chamam e a
chama do teu olhar é como
levar "frechada" no peito
como já dissia aquele
samba que respeito.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Calaf



Um príncipe estrangeiro aguniado.
Desafiando a vida e a sociedade para decifrar
os enigmas de uma princesa cruel e fria, que
não consegue se doar ao amor.

Uma princesa trancafiada em sua amargura,
tem tanto medo de que homens com o mesmo
espírito que o dela a tirem de seu conforto por
controlar as situações. Impressionada com a
determinação e coragem do príncipe, quase não
acreditar ser possível ele ter desvendado seus
mistérios, silêncios. Tudo estaria em jogo, ela
seria então revelada. Pede por socorro.

Tão profundo, ele a quer apaixonada!
Deixa então um desafio, que seu nome
seja descoberto, e se assim for pela
manhã ele morrerá. A princesa ordena
que ninguém durma até que se descubra
o nome do príncipe estrangeiro.

CALAF
Ninguém durma! Ninguém durma!
Tu também, ó Princesa, na tua fria Alcova olhas as
estrelas que tremulam De amor e de esperança!
Mas o meu mistério está fechado comigo,
O meu nome ninguém saberá!
Não, não, sobre a tua boca o direi,
Quando a luz resplandescer!
E o meu beijo destruirá o silêncio que te Faz minha!

Calaf, príncipe estrangeiro cujo nome transborda
amor, somente amor. Afeto profundo que doí na
alma, a saudade intensa por querer sua Turandot
ardendo de paixão. Com um beijo sereno ele
a desperta com a luz resplandescente do astro
maior. Se cobre de ardor e vive seu amor, por
mais trágico que tudo possa parecer é melhor
amar do que ser feliz.

Ela horrorizada pela beleza de se arriscar, pela
intensidade de se entregar tem seu silêncio
quebrado. Ainda desconfiada, ainda com medo,
começa a se permitir.